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População deve ficar alerta para primeiros sintomas do sarampo

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População deve ficar alerta para primeiros sintomas do sarampo
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Com três casos confirmados de sarampo em 2019 e cinco ainda em investigação, a Prefeitura de Manaus está fazendo um novo alerta para que a população procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na ocorrência dos primeiros sintomas da doença. O objetivo é garantir que todos os casos suspeitos sejam notificados e que a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) possa executar as ações de controle em tempo oportuno, principalmente com o bloqueio vacinal.

A diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, explica que o período de infecção do sarampo dura aproximadamente sete dias, com surgimento de febre alta acompanhada de outros sintomas, como tosse seca, coriza e conjuntivite, além do exantema (manchas avermelhadas no corpo).

“Normalmente, a população procura o atendimento por causa das manchas vermelhas, que podem surgir até o quarto dia após os primeiros sintomas. Nesse intervalo de tempo, o paciente ficou sem tratamento e transmitindo a doença para outras pessoas, na própria residência, na escola ou no trabalho. Então, é importante que procurem o atendimento em uma UBS para que seja feita uma avaliação da situação vacinal nos sintomas iniciais”, recomenda Marinélia Ferreira.

Em situação de surto, continua vigente em Manaus a antecipação da primeira dose de tríplice viral para crianças de seis a 11 meses, seguindo com o esquema de rotina preconizado a partir de 12 meses de idade, com intervalo mínimo de 30 dias da dose antecipada, e complementação do mesmo com a segunda dose, a ser realizada com a vacina tetra viral a partir dos 15 meses de idade. A vacina também é recomendada para pessoas na faixa etária até 49 anos, em 183 salas de vacina distribuídas nas zonas Norte, Leste, Oeste, Sul e Rural.

Casos - Este ano, o município de Manaus confirmou três casos da doença e cinco casos continuam em investigação (aguardando resultados laboratoriais). A Semsa também notificou este ano outros 24 casos suspeitos que foram descartados após investigação.

Os três casos confirmados foram notificados em duas crianças menores de um ano e em uma criança na faixa etária de um a cinco anos. Os cinco casos ainda em investigação foram notificados em duas crianças menores de um ano, em uma criança de dois anos de idade, e em pacientes de 10 anos e de 11 anos de idade.

“Para assegurar a proteção contra a doença, é preciso que a população siga o esquema completo de vacinação. Adultos, dependendo da faixa etária, precisam receber duas doses da vacina. Mas, muitas pessoas não retornam para receber a segunda dose, mantendo a cadeia de transmissão da doença e prejudicando a prevenção das crianças que ainda não atingiram a faixa etária recomendada para finalização do esquema de vacinação”, explica Marinélia Ferreira.

Outra situação que preocupa os serviços de saúde é que há casos de pessoas adultas que apresentam sintomas mais leves do sarampo e não procuram atendimento médico. “Se o caso suspeito não é notificado, os serviços de saúde não têm a informação necessária para iniciar as ações de controle da doença, realizando a investigação dos casos suspeitos em até 48 horas a partir da notificação e o bloqueio vacinal em até 72 horas, além do acompanhamento dos contatos diretos e indiretos dos pacientes suspeitos de sarampo por um período de até 30 dias”, alerta a diretora.

Informe

De acordo com o 5º Informe Epidemiológico de Monitoramento do Sarampo de 2019, divulgado nesta segunda-feira, 1/4, desde o início do surto de sarampo em fevereiro do ano passado, Manaus registra 7.291 casos confirmados da doença.

Desse total, 25,1% foram registrados na faixa etária de 20 a 29 anos, seguida das faixas etárias de 15 a 19 anos (21,2%), menores de um ano (17,2%), de 30 a 49 anos (14,6%) e de um a cinco anos (11,8%).

A lista com o endereço das 183 Salas de Vacina pode ser acessada no site da Semsa 

 

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