A construção do porto de Itacoatiara é um passo para a concretização da interiorização econômica do Amazonas, segundo o deputado estadual Sidney Leite (PROS), líder do governo na Aleam. De acordo com o parlamentar, hoje o único modelo econômico consolidado no Estado é o Polo Industrial de Manaus (PIM) e a abertura do novo porto garantirá outros modais, inclusive a consolidação do polo naval.
No dia 20, Sidney Leite destacou a importância deste porto para o Estado. No último sábado, no município de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus), o governador José Melo (PROS) assinou ordem de serviço no valor de R$ 53 milhões para o início das obras, num convênio firmado entre governo e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit). Leite destacou que a partir deste porto parte da demanda de Manaus será atendida por Itacoatiara. “Mas, para isso, é preciso que a AM-010 tenha capacidade de receber carretas”.
O terminal de cargas, que terá aproximadamente 400 metros quadrados de plataforma flutuante, poderá receber navios graneleiros de grande porte, tornando-se o segundo maior terminal do Amazonas.
Vencedora da licitação, o porto será construído pela empresa J. Nasser, na área onde funcionou a Portobras. A empresa vai executar os serviços remanescentes do porto cuja licença de funcionamento concedida pela Capitania dos Portos venceu no final de março. As obras fazem parte do Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2).
“Agora, a produção de grãos do Centro-Oeste brasileiro poderá aumentar seu volume de exportação, vindo até Humaitá, no sul do Amazonas, e a partir daí seguindo de barcaças até Itacoatiara. A Hermasa (empresa de navegação do grupo André Maggi) já faz isso. Inclusive, a soja que segue pelo oceano Atlântico já sai esmagada, sendo beneficiada em Itacoatiara em um total de 2,6 milhões de toneladas, gerando desenvolvimento no Amazonas”.
O parlamentar afirmou, ainda, que é preciso atrair investidores para a construção de mais portos na região de Itacoatiara, a fim de consolidar o polo naval naquele município, permitindo uma cadeia ao redor desse porto. “Será preciso mão de obra para a manutenção deles, construção de barcaças, seja pra receber insumos de outros locais, como para exportar, e iniciar esse processo de integração que, em um segundo momento, poderá, inclusive, beneficiar o Polo Industrial de Manaus (PIM), recebendo insumos”, disse Leite.
Foto: Eustáquio Libório

