
Os técnico-administrativos da Universidade Federal do Amazonas aprovaram, por unanimidade, a proposta de deflagração de greve por tempo indeterminado e em caráter de esvaziamento. Apenas os serviços considerados essenciais serão mantidos. Por quebra de essencialidade entende-se o que possa causar prejuízo à vida humana e ao patrimônio público. A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria realizada na manhã desta segunda-feira, no auditório Paulo Buhrnheim, setor sul do Campus Universitário da UFAM.
A reunião teve a presença de representantes da ADUA , da Assua e DCE.
Na assembléia também foram aprovados outros pontos. Entre eles, a realização do primeiro ato público, na manhã desta terça-feira em frente ao prédio da Reitoria da UFAM, a formação do comando de greve e das comissões de mobilização, imprensa, finanças e de ética, que a partir de agora passam a coordenar o movimento grevista e, a eleição do representante da categoria no comando nacional de greve. O nome eleito foi do técnico Sebastião Cabral, lotado na Imprensa Universitária.
A categoria aprovou ainda a proposta de participação do ato público, em conjunto com a ADUA, na quarta-feira. Data em que os professores das universidades públicas de todo o país, coordenado para ANDES realizam o Dia Nacional de Paralisação.
A coordenação executiva do Sintesam também ressaltou que vários municípios, onde a instituição tem pólos, aderiram ao movimento. O balanço geral será apresentado ainda nesta semana. Outro ponto decidido foi a realização da próxima assembléia geral, marcada para quinta-feira no auditório da Faculdade de Ciências Agrárias no setor sul do campus da UFAM, às 9h.
A proposta de greve, acatada pela categoria, foi apresentada pela plenária nacional da Fasubra, realizada nos dias 08 e 09/02/14, com representação das entidades sindicais das diversas Universidades Públicas.

De acordo com a coordenação do Sintesam, o motivo para nova paralisação seria o descumprimento de pontos do acordo firmado com o Governo Federal que pôs fim a greve de 2012. Um dos pontos seria aprimoramento de carreira através de reuniões do grupo de trabalho da Fasubra junto ao governo federal.
Neste aspecto, os coordenadores apresentaram um documento encaminhado pelo Ministério da Educação no qual expõe uma série de pontos que o Governo Federal estaria disposto a acatar agora. Contudo, os sindicalistas argumentam que a posição é uma agressão à categoria pelo fato de somente agora o MEC se dispor a cumprir o que foi acertado em 2012. Na avaliação deles a realidade é outra neste momento e o que o governo pretende é apenas desmobilizar a categoria para evitar a greve.
Na assembléia também foram apresentadas denúncias sobre gestores da UFAM que estariam intimidando ou fazendo ameaças aos servidores com o propósito de evitar a adesão à greve por parte destes. Os coordenadores do Sintesam alertaram que os procedimentos foram providenciados para que a greve seja legal, portando a ameaça é uma atitude inconstitucional e que vai representar ação contra os que estiverem praticando isso.





