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A morte caminha ao nosso lado

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Por Coluna do Holanda
13/08/2014 às 21h45 — em Coluna do Holanda
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Quem vai partir amanhã, assim, inesperadamente? É a pergunta que fica quando alguém que conhecemos desaparece num instante.  

Raul Seixas, no seu "Canto da Morte" nos leva  a refletir sobre esse tema perturbador:  qual será o meu dia, o teu dia ?  

"Eu sei que determinada rua que eu já passei/ Não tornará a ouvir o som dos meus passos/ Tem uma revista que eu guardo há muitos anos/ E que nunca mais eu vou abrir".  

A morte de Eduardo Campos reacedendeu esse espanto, quase um medo escondido, de que  "a morte surda', caminha ao nosso lado. E que somos tão pequenos  ...

"E eu não sei em que esquina ela vai me beijar / Com que rosto ela virá  / Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? /Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque? / Na música que eu deixei para compor amanhã ?/ Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro/ Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada?".

Diante de tanta declaração de luto oficial fica a reflexão do mestre Raul Seixas,  que é a nossa reflexão nesse dia particularmente triste para o Brasil˙  

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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