
O Portal do Holanda noticiou em primeira mão que o procurador Geral do Amazonas, Tadeu de Souza, estava escalado para defender os interesses do governador David Almeida sobre a realização das eleições indiretas.
Em mensagem ao Portal, Tadeu pediu direito de resposta negando que isto aconteceria, pedindo inclusive que a matéria fosse excluída por se tratar de uma “notícia inverídica”.
Não era.
O que o procurador não contava é que o Supremo Tribunal Federal preza pela transparência e divulgaria um encontro do procurador, acompanhado da também procuradora Sandra Maria, para tratar única e exclusivamente das eleições indiretas com a Ministra Cármen Lúcia.

O procurador tem agora outra versão para o fato: o de que está defendendo a constituição do Amazonas que prevê eleição indireta.
Na agenda da ministra consta o número da Ação Direta de Inconstitucionalidade que deveria ser tratada na reunião: 5619. Um tema político, que interessa ao governador e seu grupo politico, mas contraria o interesse do povo amazonense que se prepara para ir as urnas exercer o legítimo direito de escolher seu governante pelo voto direto.
Apenas uma pequena parcela de deputados defende o voto indireto como forma de se manter no poder.
No direito de resposta que Tadeu solicitou ele chegou a pedir que a notícia fosse apagada para “reduzir os danos causados à imagem de uma das instituições mais consolidadas do Estado, a PGE”. Ou seja, para o procurador quando afirmamos que ele iria a Brasília defender a eleição indireta estávamos causando dano à imagem da PGE. Mas como a informação é verdadeira, quem está manchando a imagem da instituição é o próprio procurador.








Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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