Hoje,12, faz dois anos da morte de Amazonino Mendes. Talvez não fosse desejo dele ser uma simples lembrança pós morte, mas também quis fazer história durante a vida. E fez. O Amazonas deve quase tudo a ele - de habitações para a população pobre a unidades hospitalares. Mas seu maior legado é a Universidade do Estado do Amazonas.
Já o conhecia há muito tempo, mas nos aproximamos quando ele vivia a solidão do poder, isolado na sua casa do Tarumã, sem os amigos bajuladores de antes, sem o trapezista que queria (e obteve) sua benção para chegar ao governo e construir ponte que não leva a lugar nenhum.
Sem o oportunista que fez a "transição racial" - era branco e, na eleição parlamentar mudou para pardo, alegando descendência africana para auferir mais recursos da cota do fundo eleitoral.
Amazonino sempre foi negão, sem a frescura dos vocabulários neutros. Chamá-lo de negão era uma ponte para amizades construídas sem interesses..
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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