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Braga cotado para líder do governo no Senado

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Por Coluna do Holanda
02/03/2017 às 23h33 — em Coluna do Holanda
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O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) é o nome cotado para assumir a liderança do governo no Senado, depois que o presidente Michel Temer indicou  Aloysio Nunes  para a vaga de José Serra no Itamaraty. Braga tem o apoio de Renan Calheiros, Romero Jucá e do presidente do Senado, Eunício Oliveira. Falta Temer bater o martelo.

OS PECADOS DE ARTHUR VIRGÍLIO

Desde que começou sua carreira política nas eleições de 1978, o prefeito Arthur Neto tem se comportado como um líder de si mesmo. Começou militando no PCB, mas se ‘escorou’ no MDB para alavancar a carreira política.


Suplente em 78, ‘colou’ no PMDB de  Gilberto Mestrinho em 1982 para conquistar o primeiro mandato federal. Eleito, pulou para o PSB colocando-se contra o grupo de Gilberto. Perdeu a eleição contra Amazonino Mendes em 1986, mas conseguiu reunir a ‘oposição’ em 1988 para vencer GM.


Eleito prefeito de Manaus, cuidou de ‘desmontar’ a aliança que o elegeu e ‘pulou de galho’ para o PSDB, na fundação do partido. Lançou candidato ao governo contra Mestrinho, que se elegeu governador em 1990, mas cuidou de se ‘alinhar’ com ele para sobreviver politicamente.
Em 1994 voltou a se eleger deputado federal, e cumpriu dois mandatos com FHC no governo, sendo líder, ministro e um dos políticos mais influentes do PSDB nacional. Porém não constituiu ‘grupo político’, preferindo seguir caminho solitário.


Eleito senador em 2002, atuou nos dois mandatos de Lula, sempre ‘isolado’ e mantendo o PSDB como partido ‘pequeno’ no Amazonas. Voltou à prefeitura graças ao ‘rompante’ de Eduardo Braga que ‘humilhou’ sua base aliada impondo uma candidatura sem apelo popular.
Ano passado se aliou a Braga, na última hora, abandonando a ‘base traída’ do senador, para conquistar a reeleição. Mostrou mais uma vez que não tem compromisso de grupo. Marcos Rotta e Braga já estão sentindo isso na pele.
 
PROPOSTA INDECENTE
 
A proposta da bancada federal do Amazonas, de redução das unidades de conservação ambiental na margem direita do rio Madeira, criadas no governo da presidente Dilma Rousseff, ganhou repercussão nacional ontem com matéria do jornal O Globo.
As quatro áreas entre os municípios de Manicoré e Novo Aripuanã já possuem grandes ‘manchas’ de desmatamento e estão na mira dos barões da soja com vistas à expansão do “Arco de Desflorestamento” da Amazônia.
Ainda por trás de tudo os interesses de mineradores clandestinos na região mais rica em ouro do Amazonas.
 

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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