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Com Rita Lee aprendi a fazer amor por telepatia

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Por Coluna do Holanda
26/02/2023 às 00h06 — em Coluna do Holanda
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Venho acompanhando com interesse os boletins médicos  sobre o estado de saúde de Rita Lee, a rebelde, a mulher que desejei nos tempos de juventude - pela ousadia manifesta em composições que falavam abertamente de sexo, amor e liberdade.

Não reconheço Rita pelas fotos que estão sendo divulgadas ultimamente. Ela ficou em minha memória como a mulher linda, alegre, extrovertida, que marcou a rebeldia de uma época. Inteligente, sensual, provocante a ponto de “dar água na boca”.

Quando ela saiu do grupo Mutantes em 1975 e compôs “Ovelha Negra”, comprei um  disco. A letra carregava um pouco da história da maioria dos jovens daqueles anos. Todos éramos “ovelhas negras”, todos rebeldes.

'Mania de Você' coroa a trajetória da cantora em 1979. E fez um grande sucesso.

Minha  geração, que vinha da explosão de " Je t’aime…moi non plus ”, do francês Serge Gainsbourg, dez anos antes(1969), que fez grande sucesso no Brasil apenas nos anos 70, encontrou o caminho da liberdade sexual na nova música e grande sucesso da cantora.

Pela primeira vez fiz ou tentei fazer, “amor por telepatia' e 'imaginava loucuras'.

Sei que em algum momento vamos perder Rita, mas suas composições são eternas.

Para fechar a coluna, vou encerrar com os versos de sua composição “ Doce Vampiro ”, porque essa letra me joga para o passado. E que passado! Que vai longe, como a juventude que perdi…

Venha me beijar doce vampiro na luz do luar/Venha sugar o calor de dentro do meu sangue vermelho/ Tão Vivo, tão eterno  veneno/ Que mata sua sede/ Que me bebe quente como um licor/ Brindando a morte e fazendo amor."

OBS: Ah, nunca tive o prazer de encontrar Rita, ir a um de seus shows. Meu amor era platônico, fundado na admiração, na ousadia daquela mulher audaciosa, inteligente, que surgiu como um desafio em uma época  em que a liberdade de expressão era limitada.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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