Se parte do Brasil chora com os gaúchos, vítimas de uma inundação sem precedentes, há os que se aproveitam da bondade de uns e da fragilidade de outros para enriquecer, ganhar dinheiro e prosperar na política. Todos os envolvidos em desvios de doações eram agentes da Defesa Civil, portanto, com a responsabilidade de agir para auxiliar, confortar, evitar mortes, levar esperança.
Pior, eram pré-candidatos na próxima eleição, provavelmente com o falso discurso da ética na política, simulando representar os anseios do povo gaúcho.
No mínimo com a intenção de fazer dos mandatos, casos eleitos, um balcão de negócios, o que não é incomum nesse mundo de falsos salvadores da pátria.
Felizmente há exemplos dignos de ser copiados, como o da senhora de 60 anos que perdeu casa, marido, mas se dedica ao trabalho, fazendo meias de crochê no meio da rua para oferecer gratuitamente às crianças e velhos que ficaram sem abrigo e enfrentam uma onda de frio.
Uma mulher que perdeu tudo, menos a esperança e o amor pelo próximo, representando uma parcela ínfima da população que pensa como o poeta Omaryyah, nascido no século XI, mas pouco conhecido, para quem " se eu sou feito de argila, a Terra inteira é meu país e todas as criaturas são meus parentes. "
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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