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Impacto dos crimes do PCC e CV nas escolhas dos eleitores

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Por Coluna do Holanda
11/03/2026 22h52 — em Coluna do Holanda
  • O Amazonas costuma ser lembrado principalmente por sua importância ambiental. Mas existe também uma Amazônia concreta, onde o estado se insere, feita de cidades, rios e longas fronteiras internacionais.
  • Por essas rotas passam fluxos econômicos legais e ilegais que conectam países como Colômbia, Peru e Bolívia ao restante do continente.
  • Neste ano eleitoral, haverá também espaço — ou deveria haver — para debates que dizem respeito ao papel estratégico da Região.

As recentes propostas do presidente americano Donald Trump de ampliar o conceito de terrorismo para alcançar grandes organizações criminosas recolocam no debate internacional temas que, mais cedo ou mais tarde, também chegarão ao Amazonas.

Em um mundo cada vez mais atento às rotas do crime transnacional, discutir segurança, fronteiras e presença do Estado deixa de ser apenas assunto de especialistas e passa a envolver diretamente as escolhas políticas feitas por eleitores e representantes.

Nesse cenário, organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho passaram a operar rotas que atravessam a região, transformando a Amazônia em parte de um sistema criminal que ultrapassa fronteiras.

Essa realidade impõe desafios que vão além da segurança pública local. Ela envolve soberania, cooperação internacional e desenvolvimento regional.

A imensidão territorial da Amazônia, somada às dificuldades logísticas e à baixa presença estatal em algumas áreas, exige políticas públicas consistentes e de longo prazo — algo que não se constrói apenas durante campanhas eleitorais.

É justamente por isso que as eleições de 2026 devem ser vistas também como oportunidade de maturidade política.

Cabe aos candidatos apresentar propostas responsáveis para enfrentar esses desafios, e aos eleitores exigir que temas estratégicos sejam tratados com seriedade. Afinal, quando o debate internacional passa a envolver conceitos como terrorismo, crime transnacional e segurança hemisférica, discutir o futuro da Amazônia passa também a significar discutir soberania e responsabilidade política.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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