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O eleitor e o tempo da política

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Por Coluna do Holanda
13/03/2026 23h56 — em Coluna do Holanda
  • O eleitor amazonense aprendeu, ao longo dos anos, que a política tem seu próprio tempo. Antes das convenções, quase tudo é ensaio.
  • Movimentos são feitos para testar terreno, discursos são calibrados para medir reação, e alianças permanecem abertas até o momento em que precisam ser formalizadas.

Quando uma liderança evita fechar portas para composições porque considera que é "cedo demais", transmite a ideia de que não tem pressa. Mas pode ser cálculo, pode ser experiência, pode ser confiança na própria posição.

Declarações assertivas e apoios antecipados também têm seu lugar. Demonstram iniciativa e ocupam espaço. Mas o eleitor já compreende que, nessa fase, muita coisa ainda pode mudar. O que hoje parece definição pode amanhã se transformar em rearranjo.

No Amazonas, onde as articulações políticas frequentemente se consolidam perto das convenções, essa dinâmica faz parte do processo. Não é surpresa. É padrão.

O cidadão, cada vez mais informado, tende a observar com naturalidade esse jogo de tempo e posição. Sabe que o calendário oficial ainda não fechou as chapas. Sabe que as alianças se constroem passo a passo. E sabe, sobretudo, que entre o gesto e a decisão final existe um espaço de negociação.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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