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Indenização das famílias de mortos em presídio pode não sair

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Por Coluna do Holanda
04/01/2017 às 03h23 — em Coluna do Holanda
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Jornais de todo o mundo noticiaram com destaque o massacre de presos em  Manaus. A Anistia Internacional e a ONU alertaram que é  responsabilidade das autoridades brasileiras garantir a vida dos detentos e pediram  que o governo do Amazonas investigue  de forma "imparcial e imediata" o caso.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que esteva ontem  em Manaus, foi duro: " presídio não é de facção, presídio é do poder públic o". Deve ter calado a cúpula da segurança, que fala muito erm facção criminosa, sem se ater ao fato de que olhou com certo desdém as ameaças de rebelião que os próprios detentos ´divulgavam ' pelo aplicativo Whatsapp.

A surpresa pelo ocorrido, se houve, é porque  mesmo com uma câmera secreta dentro do presídio, nem a Seap nem a Secretaria de Segurança  deram a devida importância ao movimento dos presos. Nem mesmo quando a matança começou houve quem agisse.  Agora correm atrás do prejuizo, que é grande.

O governador José Melo tenta resolver o problema da melhor forma possivel e acena com a imediata indenização das familias dos presos mortos. O gesto do governador é positivo, mas impossivel de ser efetivado no curto prazo. Primeiro porque é preciso apurar se os que morreram   foram apenas vitimas da violência dos colegas de presídio. Se participaram da rebeliao as  familias perdem direito a indenização. Segundo , instaurar o procedimento administrativo para formalizar o pagamento,se for o caso. Isso pode levar anos. ( RH )

LINGUAGEM É A MESMO, O ERRO TAMBÉM 

Os governos estadual e federal usaram a mesma linguagem para apontar uma ‘solução’ para a questão da superlotação dos presídios no Amazonas: construir novas penitenciárias.   Ou seja, fala-se em locais para prender mais pessoas, ampliando os espaços para a atuação das facções criminosas . Total silêncio  sobre locais para se educar e se reeducar socialmente as pessoas.  Uma pena.

 TRANSFERÊNCIA DE PRESOS

O ministro Alexandre de Moraes aguarda apenas a identificação dos responsáveis pelo massacre que deixou 56 mortos no Compaj e mais quatro na UP do Puraquequara, no fim de semana, para determinar a transferência dos mesmos para presídios federais.

 

 

 

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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