Quem diria... O jogo mudou radicalmente para o governador José Melo. Com um governo enxuto, a arrecadação subindo e o funcionalismo recebendo em dia, Melo sai das cordas para o centro do ringue. E pode bater feio no prefeito Arthur Neto, pelo simples fato de seu governo estar melhor avaliado, enquanto Arthur revela exaustão e trava perigosamente a prefeitura de Manaus.
Melo pode decidir fazer o que Arthur ou não pode fazer ou não quer fazer: recuperar vias importantes da cidade.
Será como pisar na cabeça da serpente, mas mais importante é que será a contribuição que Manaus precisa e deseja.
Arthur minou todas as pontes que conduziam ao diálogo com o governo do Estado. Produziu sua própria tempestade e paga o preço do isolamento.
Resta ao governador contribuir diretamente com a cidade, iniciando um pacote de obras, especialmente em áreas destruidas pelas chuvas.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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