Fui recebido por Amazonino Mendes em sua casa, erguida à beira do Lago do Tarumã. Era uma manhã fresca de setembro. Não foi uma entrevista, mas uma conversa entre amigos que se prolongou por duas horas. Falamos de infância, amizade, traições, politica, amores, vida e morte. Esse foi o ponto mais importante da conversa, quando ele disse que a morte ou a expectativa dela era uma prova de que nada somos.
Sua partida neste domingo representa o fim de um ciclo na política, mas nada que está aí é renovador - como ele foi, um visionário.
Não vou me estender muito. O vídeo diz tudo desse encontro e do que falamos.
Sua partida provocou a mesma dor que senti quando outras pessoas com as quais convivi foram embora. E o alerta de sempre: o de que toda uma geração está desaparecendo.
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Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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