Em 2008 técnicos do Tribunal de Contas e promotores do Ministério Público do Estado fizeram uma longa viagem à fronteira oeste do Amazonas, onde o governo do hoje senador Eduardo Braga pagou R$ 18 milhões por obras que não foram realizadas na região. Meses depois, em seu relatório, um técnico do TCE disse que o governo, na realidade, havia pago R$ 29 milhões pelas obras fantasmas, algumas em ruas também fantasmas. Aí, o que era um roteiro de aventura virou filme de suspense. No Tjam o processo não anda e o TCE não forneceu, apesar de solicitado pela juíza Etelvina Braga, documentos sobre os danos causados aos cofres públicos pelo governo do senador. O contribuinte paga por tudo isso, numa boa, enquanto Braga bate no peito e diz que não deve nada à sociedade.
CLIMA DE GUERRA
Começa a ficar bem claro que o próximo ano será difícil, do ponto de vista econômico e social. Manaus já experimenta uma onda de invasões de terras que avança com o estímulo dissimulado de políticos interessados no desgaste da atual administração municipal, mas é o transporte público o seu calcanhar de Aquiles, não somente porque deixaram de ser viabilizados projetos de infraestrutura prometidos para a Copa do Mundo, mas porque, em ano pré-eleitoral, é a principal ligação do eleitor com seus governantes.
AUMENTO DE TARIFA
Reajuste da tarifa de ônibus é sempre um desgaste, mas terá que ser adotado em algum momento em razão do aumento do diesel e da aplicação de acordos embutidos em dissidio coletivo. Mas o grande desafio do prefeito Artur Neto será impedir ou dificultar o uso politico do sindicato dos Rodoviários. E não aceitar provocações, como a feita ontem na redes sociais por um membro da família que dirige o sindicato de forma nada republicana.
POLÍTICO FAZ CARA DE PAISAGEN
O sistema de transporte coletivo de Manaus está na cota de manipulação política do PT e seu aliado PCdoB. Com o presidente e o vice ligados aos dois partidos, o Sindicato dos Rodoviários age em sintonia com os representantes políticos. Assim, mal o sindicato deflagra uma greve de ônibus na cidade, logo um parlamentar petista pede audiência pública para repercutir o assunto, tanto na Câmara quanto na Assembleia. E age como se não soubesse de nada, fazendo cara de paisagem.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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