SÃO PAULO - O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por estuprar pacientes de sua clínica de reprodução assistida, teve alta do hospital onde estava internado na tarde desta terça-feira e voltou ao apartamento de alto padrão na Zona Oeste de São Paulo, onde cumpre prisão domiciliar. O retorno à sua casa foi autorizado pela Justiça no domingo.
Abdelmassih estava internado desde 7 de agosto no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital paulista, após ser diagnosticado com uma super bactéria, segundo seu advogado, Antonio Celso Fraga.
Na última sexta-feira, a juíza Sueli Zeraik Armani, da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté, determinou que o ex-médico voltasse a cumprir sua pena em regime fechado porque o governo do estado de São Paulo havia cancelado, na semana passada, o contrato com a empresa que fornece e monitora as tornozeleiras eletrônicas.
No domingo, porém, o desembargador Ronaldo Sério Moreira da Silva atendeu a um pedido da defesa e determinou o retorno de Abdelmassih à prisão domiciliar. Segundo o advogado Fraga, as condições de saúde do ex-médico impedem que ele retorne à cadeia.
Em 2010, Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão (depois, a Justiça reformaria a sentença para 181 anos) por 48 estupros de 37 pacientes, que recorreram a ele para se submeter a tratamentos de fertilização. Antes do processo, ele era considerado uma das maiores autoridades em reprodução assistida do país.

