Início Brasil ‘Alguma medida deve ser tomada’, diz ministro Raul Jungmann sobre documento da CIA
Brasil

‘Alguma medida deve ser tomada’, diz ministro Raul Jungmann sobre documento da CIA

Envie
Envie

BRASÍLIA - O ministro da , , disse na tarde desta sexta-feira que “alguma medida deve ser tomada”, ao ser questionado sobre o conteúdo do documento da CIA que revela que o regime militar autorizou a execução sumária de oposicionistas considerado “subversivos”.

O GLOBO revelou com exclusividade informações sobre um memorando, datado do dia 11 de abril de 1974 --pouco menos de um mês depois da posse de Geisel como 4º presidente do regime militar-- que relata uma reunião entre o general Ernesto Geisel e os generais Milton Tavares de Souza e Confúcio de Paula Avelino, além do general João Figueiredo, então chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI).

O memorando revela que o general foi informado do assassinato de oposicionistas, e concorda que a política continue, mas determina que fique restrita apenas a subversivos perigosos e exige que cada execução seja autorizada por Figueiredo pessoalmente.

Geisel foi presidente entre 1974 e 1979. O memorando da CIA foi encaminhado, em 1974, ao então secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger.

O ministro Raul Jungmann não soube dizer se o governo brasileiro vai solicitar o documento oficial à CIA.

— Esses são documentos da CIA. O governo não tem conhecimento de nada oficial que diz respeito a isto. Não é minha área, mas eu acho que alguma medida deve ser tomada —disse, reforçando que seu cargo atual não era o de ministro da Defesa:

— Não quero invadir a competência de outra. Um pronunciamento oficial só vai ser possível quando tivermos acesso a esse documento.

O documento foi encontrado por um pesquisador da Fundação Getúlio Vargas. Jungmann falou sobre o caso numa entrevista sobre a Operação Tiradentes, que teve início nesta sexta-feira, onde Policiais Militares e Bombeiros intensificaram, por 24 horas, a atuação coordenada em todo o país.

Ao lado de outros generais militares, Jungmann disse “não acreditar que o prestígio” das Forças Armadas será arranhado com a revelação do documento.

— Eu acredito que (o prestígio) se encontra nos mesmos níveis de que se encontram até aqui. Por uma razão muito simples. As forças armadas são um ativo democrático do país.

Siga-nos no

Google News