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Aliados resgatam proposta de criar cargo de 'senador vitalício' para Bolsonaro

Aliados resgatam proposta de criar cargo de 'senador vitalício' para Bolsonaro
Aliados resgatam proposta de criar cargo de 'senador vitalício' para Bolsonaro

Senadores bolsonaristas tentam resgatar a proposta de criar o cargo de "senador vitalício" para ex-presidentes da República. Durante uma reunião de líderes na quinta-feira (13), o senador Marcos Rogério (PL-RO) sugeriu que o Senado analisasse o projeto que poderia beneficiar Jair Bolsonaro, ex-presidente e líder do PL. O plano também inclui uma proposta de mudança nos foros para parlamentares, que visaria retirar alguns casos do Supremo Tribunal Federal (STF) e transferi-los para tribunais regionais. No entanto, a criação do cargo vitalício não foi discutida de forma aprofundada no encontro.

A proposta de um "senador vitalício" foi mencionada por Bolsonaro e seus aliados logo após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. A ideia era conceder a Bolsonaro o status de senador permanente, o que lhe daria foro privilegiado. Embora tenha sido inicialmente engavetada por figuras políticas como Rodrigo Pacheco e Arthur Lira, a ideia foi ressuscitada por líderes do PL, que pretendem agora retomar a discussão no Senado. Caso fosse aprovada, essa medida garantiria a Bolsonaro um cargo vitalício com funções parlamentares, sem a necessidade de eleição.

Em paralelo à ideia de criar o cargo vitalício, o senador Marcos Rogério também sugeriu que os parlamentares tivessem seu foro alterado, sendo julgados não mais pelo STF, mas pelos tribunais regionais federais. A proposta foi debatida entre os senadores, sendo bem recebida por alguns, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas rejeitada por outros, principalmente os senadores do PT. O projeto, no entanto, parece estar em compasso de espera, sem perspectiva de ser avançado no curto prazo.

O foco do Senado neste momento parece estar na aprovação da reforma do Código Eleitoral, que está prevista para ser votada até o final deste mês. Entre os principais pontos da reforma estão a reserva de 20% das vagas legislativas para mulheres, novas regras de inelegibilidade e o prazo de quarentena de quatro anos para militares e juízes que desejam se candidatar. 

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