BRASÍLIA — O presidente aproveitou a ida a São Paulo, nesta segunda-feira, para encontrar com o advogado na base aérea do aeroporto de Congonhas. A conversa ocorreu dois dias depois de o ministro , do Supremo Tribunal Federal (STF), mandar soltar os amigos do presidente, que haviam sido presos na quinta-feira no âmbito da .
O criminalista também esteve em Brasília na última sexta para conversar com Temer. Depois da reunião com Mariz e ministros próximos ao presidente, a assessoria de imprensa de Temer divulgou uma nota que dizia que autoridades "repetem o enredo de 2017", quando o presidente foi denunciado por duas vezes pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e que a ofensiva agora "soa a farsa".
A prisão dos amigos do presidente foi pedida pela atual procuradora, Raquel Dodge, e autorizada pelo ministro Barroso, relator do inquérito que investiga o decreto dos portos.
O encontrou de Temer e Mariz em Congonhas aconteceu em uma sala reservada que há no local, também usada para o ex-presidente Lula prestar depoimento à Polícia Federal em março de 2016, quando foi conduzido coercitivamente para depôr pela Operação Lava-Jato.
Raquel Dodge pediu a revogação das prisões com o argumento de que as medidas já haviam cumprido o seu objetivo legal: ouvir os investigados e fazer buscas em endereços ligados a eles. Ela também pediu a revogação dos pedidos de prisão inclusive de membros da família Torrealba, que estavam no exterior no dia das prisões.

