A plataforma de vídeos Rumble celebrou, nesta quarta-feira (30), as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A empresa, bloqueada no Brasil desde fevereiro, afirmou em nota que a medida representa uma defesa da liberdade de expressão. "Nenhum magistrado estrangeiro tem autoridade para censurar a fala de cidadãos dos EUA ou punir empresas americanas por cumprirem a lei", disseram os advogados da plataforma.
A Rumble e a Trump Media — rede social ligada ao presidente Donald Trump — alegam ter sido as primeiras a denunciar ações de Moraes que, segundo elas, violariam legislações brasileiras e americanas. As críticas incluem exigência de dados privados de usuários e bloqueio de contas, sem transparência judicial e fora de canais diplomáticos. Ambas as empresas apresentaram uma petição à Justiça americana pedindo a anulação das ordens do ministro.
Até o momento, nem Moraes nem o STF se pronunciaram sobre as sanções. Nas redes sociais, o ministro Flávio Dino demonstrou apoio ao colega, dizendo que ele "está apenas fazendo o seu trabalho, de modo honesto e dedicado, conforme a Constituição do Brasil".

