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Bolsonaristas criticam Trump após revogação de sanções contra Moraes

Bolsonaristas criticam Trump após revogação de sanções contra Moraes
Bolsonaristas criticam Trump após revogação de sanções contra Moraes

A decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky gerou críticas entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A revogação também atingiu a esposa do magistrado, Viviane Barci de Moraes, e a empresa Lex Institute, ligada à família do ministro. Moraes havia sido sancionado em julho, acusado de autorizar prisões preventivas arbitrárias e de restringir a liberdade de expressão no Brasil.

Parlamentares bolsonaristas expressaram frustração e questionaram os motivos do recuo. O deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que recebeu a notícia com “pesar” e lamentou a falta de unidade política no país. Em nota, ele agradeceu o apoio anterior de Trump, mas considerou a decisão uma oportunidade perdida para a direita brasileira. Outros deputados, como Mauricio Marcon e Carlos Jordy, também criticaram a medida, afirmando que a Lei Magnitsky teria sido usada como instrumento de negociação política.

Em contraste, o governo brasileiro celebrou a decisão como uma vitória diplomática. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, classificou a revogação como um triunfo da democracia, da soberania e da diplomacia do país. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, atribuiu diretamente ao presidente Lula a condução do diálogo com Trump, destacando a postura “altiva e soberana” do Brasil na negociação.

Para opositores, a revogação desmonta uma das últimas estratégias da família Bolsonaro de pressionar o governo brasileiro por anistia e medidas favoráveis a ex-integrantes do governo anterior. Parlamentares bolsonaristas avaliaram que o episódio representa uma lição sobre a necessidade de conduzir internamente as disputas políticas, sem depender de intervenções externas.

A Lei Magnitsky, aprovada nos Estados Unidos em 2012, permite impor sanções econômicas e restrições de entrada no país a pessoas acusadas de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Criada inicialmente para punir responsáveis pela morte do advogado russo Sergei Magnitsky, a lei teve seu alcance ampliado em 2016, permitindo a inclusão de qualquer pessoa envolvida em abusos ou corrupção. Com a decisão, todos os bloqueios contra Moraes, sua esposa e entidades associadas foram oficialmente suspensos.

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