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Cid acusa defesa de Bolsonaro de tentar acessar delação por meio de parente

Cid acusa defesa de Bolsonaro de tentar acessar delação por meio de parente
Cid acusa defesa de Bolsonaro de tentar acessar delação por meio de parente

O tenente-coronel Mauro Cid afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que advogados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentaram obter, por meio de familiares, informações sigilosas sobre sua delação premiada. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro prestou depoimento na última terça-feira (24), no âmbito do inquérito que investiga suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Segundo ele, as tentativas de aproximação ocorreram com sua filha, esposa e mãe.

Cid negou que tenha violado termos da colaboração, como alegam os advogados, ao comentar o acordo por meio de um perfil falso nas redes sociais. Ele disse acreditar que os áudios e fotos apresentados como provas foram vazados e manipulados. À PF, o militar afirmou que foi gravado sem consentimento e que as mídias foram posteriormente editadas antes de serem divulgadas.

O militar também contou que foi visitado na prisão por Eduardo Kuntz, advogado de Marcelo Câmara, e por Fábio Wajngarten, que integrava a defesa de Bolsonaro. Após isso, reencontrou Kuntz na Hípica de Brasília, mas classificou o encontro como “fortuito”. Segundo ele, os dois advogados mantiveram contato com sua filha menor de idade, por meio de WhatsApp e Instagram, com a intenção de obter informações sobre o conteúdo da delação.

Além das mensagens, Cid relatou que sua mãe foi abordada pessoalmente em pelo menos três ocasiões, durante eventos esportivos. Em uma dessas abordagens, o advogado Paulo Bueno, também defensor de Bolsonaro, estava presente. Segundo o depoente, os advogados afirmaram estar “à disposição para atuar na defesa” dele.

O depoimento levou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a autorizar a oitiva de advogados do ex-presidente por indícios de obstrução de Justiça. Mauro Cid voltou a negar envolvimento com o perfil “Gabrielar702”, e disse que nunca tratou de sua colaboração premiada com Eduardo Kuntz. A investigação segue em curso na Corte.

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