O ex-engenheiro responsável pela exploração das minas de sal-gema que afundaram em Maceió Paulo Roberto Cabral de Melo não respondeu, nesta terça-feira (14), a perguntas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga as atividades da Braskem. Como resultado, ao menos 40 mil pessoas foram forçadas a se deslocar dos bairros afetados na capital alagoana.
A defesa de Paulo Roberto Cabral de Melo conseguiu um habeas corpus do ministro do Supremo Tribunal (STF), Alexandre de Moraes, para ter o direito de ficar em silêncio na CPI. No início da sessão, o ex-engenheiro da mineradora fez um breve relato justificando seu silêncio.
Vale lembrar que nesta segunda-feira (13), o vice-presidente da Braskem, também recorreu ao STF para permanecer em silêncio. O diretor da empresa, Marcelo Arantes, por sua vez, ao ser questionado, admitiu pela primeira vez que o desastre que aconteceu em Maceió é culpa da Braskem.
