A falta de diesel no Rio Grande do Sul já atinge quase um terço dos municípios e ameaça serviços essenciais. A Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul) divulgou um alerta sobre a escassez em diversas cidades gaúchas. Segundo a entidade, ao menos 142 prefeituras relatam dificuldades para abastecer veículos oficiais, o que tem levado à restrição de atividades como transporte escolar, coleta de lixo e manutenção de estradas.
Prefeitos afirmam que estão priorizando o combustível para ambulâncias e veículos de emergência, mas reconhecem que outros serviços começam a ser paralisados. A crise se intensificou após o aumento de mais de 20% no preço do diesel, reflexo da instabilidade internacional no mercado de combustíveis.
Diante desse cenário, o governo federal anunciou medidas emergenciais, como a isenção de impostos federais sobre o diesel e uma subvenção de R$ 30 bilhões para produtores e importadores, com expectativa de reduzir o preço em cerca de R$ 0,64 por litro. Para compensar, foi criado um imposto sobre exportação de petróleo, buscando equilibrar o mercado interno.
A Famurs alerta que, sem reposição rápida, há risco de paralisação de serviços básicos em larga escala, afetando diretamente a população. Além da saúde e da educação, a economia local também sofre impactos, já que agricultores e pequenos produtores enfrentam dificuldade para escoar sua produção.

