BRASÍLIA — A procuradora-geral da República, , disse nesta quinta-feira que o Ministério Público vai atuar para garantir o cumprimento da e coibir a corrupção nas eleições deste ano. O discurso foi proferido durante a sessão de abertura do ano no Tribunal Superior Eleitoral ().
— O Ministério Público Eleitoral tem cumprido e continuará a cumprir sua atribuição de, na Justiça Eleitoral, zelar pelo respeito à lei, à igualdade de condições entre os concorrentes, a candidatura de quem mesmo sendo pequeno ou menos abastado oferece-se para representar a sociedade. Estará pronto para coibir a corrupção e a fraude eleitoral, para que a Lei da Ficha Limpa prevaleça e para que os recursos públicos que compõem os diversos fundos eleitorais sejam corretamente aplicados — afirmou.
Ela também defendeu a identificação de transexuais e travestis pelos nomes sociais nas urnas eletrônicas, além da adoção de meios para garantir a maior participação das mulheres nas eleições como candidatas e eleitoras.
— A Justiça Eleitoral pode e deve contribuir para que as mulheres não apenas votem, mas também sejam candidatas, para superar obstáculos à sua participação na vida política e na cidadania, como tem feito em outros campos sociais. Às vezes, contribuições de importância significativas são viabilizadas por providências simples. Um exemplo, permitir que transgêneros e travestis sejam identificados por seus nomes sociais na urna eletrônica. Também não parece ser um obstáculo intransponível garantir recursos adequados para as candidaturas femininas — disse a procuradora.
Dodge também defendeu no discurso eleições equilibradas, sem corrupção, com direitos iguais aos candidatos.
— A corrupção eleitoral tem deixado estragos na nossa democracia. E não é possível falar em democracia sem que haja eleições limpas, equilibradas e que reservam ao povo, o verdadeiro detentor do poder, o papel de protagonista do processo — concluiu.

