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'É uma situação de absoluta penúria', diz Cunha sobre sua condição financeira

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BRASÍLIA - O ex-presidente da Câmara disse nesta segunda-feira que está numa "situação de absoluta penúria". Preso desde outubro de 2016 em razão da Operação , ele contou que não pode trabalhar, não tem renda e está com os bens bloqueados. Cunha presta depoimento no processo em que é réu por suspeitas de irregularidades no Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (), administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF).

— Infelizmente neste momento não posso ter renda. Estou sem trabalhar — disse Cunha ao ser questionado sobre sua renda atual pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília.

— Neste momento estou sem renda. Absolutamente sem renda. E os bens bloqueados. É uma situação de absoluta penúria — concluiu.

Outros réus no processo também relataram dificuldades para conseguirem alguma fonte de renda. O empresário Alexandre Margotto, apontado como sócio de Lúcio Bolonha Funaro, o operador de políticos do PMDB em esquemas de corrupção, disse que depende agora da ajuda da mãe e do tio, além do Airbnb. O ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto afirmou que sua fonte de renda é o aluguel de uma casa no interior de São Paulo. Ao contrário de Cunha, os dois firmaram acordo de delação.

Cunha também reclamou do que vê como cerceamento a sua defesa no Paraná. Como foi preso por ordem do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ele ficou inicialmente na capital paranaense. Em setembro chegou a Brasília para ficar alguns dias, em razão de depoimento que presta na cidade. Como esse depoimento vinha sendo adiado - só começou de fato nesta terça-feira -, Cunha tem permanecido em Brasília.

— Eu não consigo me defender. Se estivesse no Paraná, não teria condições - disse o ex-presidente da Câmara.

No Paraná, Cunha já foi condenado por Moro na Lava-Jato a 15 anos e quatro meses. No Distrito Federal, o processo do FI-FGTS está em fase final. Nesse processo, são réus: Cunha, Funaro, Cleto, Margotto e o ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Alves.

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