Um levantamento da entidade Todos Pela Educação divulgado, na segunda-feira (24), mostrou que o Brasil registrou em 2021 o pior índice de projetos para combater racismo em escolas públicas nos últimos dez anos.
Os dados mostram que apenas 50,1% tinham em sua grade curricular iniciativas para discutir o tema, uma queda de 25,5% em relação a 2015, quando o índice era de 75,6%.
Os números foram compilados com base em 65.935 respostas ao questionário do Sistema Nacional de Avaliação Básica (Saeb) dadas por diretores escolares entre 2011 e 2021.
A queda no número de escolas com projetos para combater o racismo é preocupante, pois o Brasil é um país com uma história de racismo estrutural. O racismo se manifesta de diversas formas na sociedade, como na discriminação racial, no preconceito racial e na violência racial.
A falta de projetos para combater o racismo nas escolas contribui para a perpetuação do racismo na sociedade brasileira. As escolas são um espaço fundamental para a formação de cidadãos conscientes e críticos, e elas devem desempenhar um papel importante na luta contra o racismo.
Para mudar essa realidade, o governo federal deve investir em políticas públicas que promovam a educação antirracista, como a implementação de programas de formação de professores sobre questões étnico-raciais e a produção de materiais didáticos que abordem o racismo.
O Ministério da Educação informou que está trabalhado para mudar a realidade desde o início do governo atual, e reconhece que “ainda há um longo caminho pela frente, mas hoje a Secadi (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão) está empenhada em garantir recursos para que no próximo ano possa investir ainda mais em ações de combate ao racismo".

