BRASÍLIA - Ao final de um evento político em Fortaleza, o prefeito de São Paulo, João Dória, manifestou apoio a manutenção do presidente interino do PSDB, senador Tasso Jeiressatti (CE), no cargo. Dória disse que não viu o programa eleitoral do partido que provocou o agravamento da crise interna dos tucanos. Ele não quis polemizar sobre a priorização do Parlamentarismo, que na sua opinião merece debate mais profundo no Congresso, e pregou que os parlamentares olhem mais os interesses da população que passa fome, e menos os seus interesses partidários.
— É lógico que apoio. Estou aqui ao lado dele entre outras razões por causa disso — declarou Dória,completando:
— Tasso é um homem sério e de respeito. Gosto dele, um homem capacitado, um dos melhores homens públicos que o Brasil produziu em todos os tempos e tenho o privilégio de ser amigo dele e respeitá-lo pelo aquilo que ele fez e por aquilo que faz .
Em viagem ao Nordeste - hoje ele segue para outra agenda em Recife - Dória recomendou aos companheiros “equilíbrio e bom senso” para superar o racha entre os governistas e os que pregam desembarque.
— Com bom senso e com equilíbrio, protegendo as reformas que são essenciais, protegendo as reformas vamos proteger o Brasil e também a economia brasileira. Não é possível defender apenas interesses partidários em detrimento dos interesses da população que passa fome nas ruas, sem emprego e com muita dificuldade para sobreviver. Então é preciso ter bom senso e equilíbrio. Parlamentares que defendem interesses de seus partidos terão mais legitimidade se antes defenderem o povo brasileiro — disse o prefeito tucano.
Ao ser questionado sobre uma suposta articulação do presidente licenciado Aécio Neves (MG), para reassumir a presidência e nomear outro interino tampão até dezembro, Tasso mostrou pouca preocupação em ser retirado do comando do PSDB por causa da polêmica causada pelo programa.
— Nós fizemos um programa partidário, estabelecemos toda uma linha de ação de renovação do partido. O partido é democrático, está aberto a várias correntes e visões diferentes dos problemas do país, portanto essa discussão é inteiramente natural e como presidente do partido você pode estar num momento e em outro não, até porque sou interino. Então isso faz parte de toda essa discussão. Importante é que haja discussão, que haja polêmica e que o partido fique vivo — disse.

