Início Brasil Em meio à crise, Temer recebe senadores do PMDB
Brasil

Em meio à crise, Temer recebe senadores do PMDB

Envie
Envie

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer recebe senadores do seu partido nesta quarta-feira. Ontem houve confusão e quase agressões físicas em comissão do Senado que discutia a reforma trabalhista. O Palácio do Planalto quer aprovar essa reforma antes da previdenciária e, com isso, mostrar que ainda tem força no Congresso Nacional.

Renan Calheiros, líder do PMDB na Casa, não compareceu ao encontro. Ele é esperado em ato sindicalista contra o presidente Temer ainda nesta quarta-feira. No último dia 9, antes da crise deflagrada após a delação da JBS envolvendo o presidente, Calheiros foi ao Palácio do Planalto com os correligionários discutir principalmente reforma trabalhista, que está no Senado. O líder do governo na Casa, Romero Jucá (RR), havia defendido que a conversa tinha sido "muito confortável" e "respeitosa".

Estão com Temer 17 dos 22 senadores peemedebistas: Airton Sandoval (SP), Dário Berger (SC), Edison Lobão (MA), Elmano Férrer (PI), Eunício Oliveira (CE), Garibaldi Alves Filho (RN), Hélio José (DF), Jader Barbalho (PA), João Alberto Souza (MA), Marta Suplicy (SP), Raimundo Lira (PB), Romero Jucá (RR), Rose de Freitas (ES), Simone Tebet (MS), Valdir Raupp (RO), Waldemir Moka (MS) e José Maranhão (PB).

Desde a última quarta-feira, quando o GLOBO mostrou que Temer deu aval para Joesley Batista, dono da JBS, comprar o silêncio de Eduardo Cunha, este é o primeiro encontro com uma bancada de parlamentares no Palácio do Planalto. No dia 16, na véspera, tucanos foram recebidos por Michel Temer para discutir a reforma trabalhista.

Foi defendido, nessa data, que só houvesse "correções pontuais" no texto. Eventuais mudanças viriam por meio de Medida Provisória, editada pelo presidente. Isso faria com que a reforma não tivesse alterações no mérito e, assim, não voltasse à Câmara e contaminasse também a tramitação da reforma da Previdência. Entre os presentes na audiência com Temer estavam o relator da matéria, Ricardo Ferraço (ES) e Aécio Neves (MG), que dois dias depois foi afastado do Senado e teve prisão pedida pela Procuradoria-Geral da República.

Siga-nos no

Google News