BRASÍLIA — Em uma cerimônia de posse com presença maciça de deputados do centrão e do presidente da Câmara, (DEM-RJ) — responsável pela indicação —, o novo ministro das Cidades, , (Sem Partido - GO), elogiou nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, a agenda de reformas do governo do Presidente e disse que é na pasta que assume "que se constrói verdadeiramente o Brasil". Baldy afirmou que assume o ministério para garantir que o brasileiro conquiste "o sonho da casa própria".
— O presidente Temer confiou em mim a responsabilidade de um ministério de tamanha importância, porque é nas Cidades que o país começa a ser grande, forte e justo. É nas Cidades que se constrói verdadeiramente o Brasil — disse, elogiando as reformas encampadas pelo governo: — Tenho certeza que, com toda essa vontade de reconstruir o Brasil e fazer as reformas necessárias com coragem, vamos transformar tijolo a tijolo e ajudar milhões de famílias a realizar o sonho da casa própria.
Baldy elogiou os ministros de Temer, mas fez um agradecimento especial a Moreira Franco (Secretaria Geral), arquiteto do Ponte para o Futuro, documento com diretrizes que serviram de base para o programa de governo do presidente.
Muito próximo do presidente da Câmara, o novo ministro agradeceu o "apoio imprescindível" que Rodrigo Maia lhe deu durante o mandato de deputado federal e enalteceu Maia, a quem chamou de "querido amigo". Baldy também elogiou o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), de quem foi secretário de Indústria e Comércio.
— Sou jovem, e como todo jovem acredito em mudanças, tenho sede de modernidade e quero contribuir e trabalhar pelo meu país, pelo nosso Brasil — discursou o novo ministro.
Nove dias depois de se demitir do Ministério das Cidades alegando falta de apoio do seu partido, o PSDB, o deputado Bruno Araújo prometeu apoiar o governo Temer no Congresso. O ex-ministro alegou que havia um cenário próximo de "bancarrota" do país no começo do governo, em maio do ano passado, e citou um trecho de uma música pernambucana para transmitir o cargo.
— Volto à Câmara para votar a favor do Brasil, pela criação de emprego e renda, para ir contra os privilégios. Volto à Câmara para defender a reforma da Previdência, por minhas filhas e pelo país — declarou, defendendo que a "serenidade da História" reconhecerá os "resultados profundamente positivos " do governo de Michel Temer.
Com a demissão das Cidades, Araújo deflagrou uma reforma ministerial — que de ampla teve de passar para pontual, após resistência da base aliada, principalmente de siglas do centrão.
— Seja princesa ou seja lavadeira, para ir mais alto vai ter que suar — disse, em referência à música "Natureza das Coisas", de Flávio José.
Amigo pessoal do novo ministro das Cidades, Rodrigo Maia (DEM-RJ) elogiou Baldy e agradeceu “a confiança” do presidente Michel Temer. Embora não seja usual o presidente da Câmara discursar em cerimônias como esta, Maia disse que a agenda de reformas do governo é a principal agenda também da Câmara. O discurso marca o momento de reaproximação de Maia com Temer, depois de ter ensaiado um afastamento logo após a votação da segunda denúncia contra o presidente. Em sua fala, Maia chegou a dizer que o Ministério das Cidades talvez seja o mais importante “do nosso governo”.
— Queria agradecer o presidente Michel Temer pela confiança na base do governo, na Câmara dos Deputados. Pode ter certeza de que essa agenda do governo, essa agenda de reformas é a agenda majoritária da Câmara — disse Maia, que tem defendido a reforma da Previdência diariamente.
O presidente Michel Temer classificou a posse de Baldy como "a mais prestigiada de todos os tempos". Dezenas de pessoas ficaram de fora do Palácio do Planalto porque foram barradas pelo cerimonial e segurança.
— Infelizmente, nem todos puderam compartilhar desta sala. Uns ficaram acompanhando pelo telão, outros ainda estão tentando entrar — admitiu o ministro recém-empossado.
Temer reconheceu a influência de Maia para nomear Baldy no ministério: disse que o presidente da Câmara foi o primeiro a lhe levar o nome do deputado.
— E agradecer, Baldy, pela somatória que você fez aqui, e ao Rodrigo Maia, porque a primeira pessoa a me levar seu nome foi o Rodrigo Maia — afirmou Temer. Em discurso, Maia elogiou o jeito "meio goiano e mineiro" de Baldy.

