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Planalto ‘demite’ Imbassahy por engano no Twitter e gera revolta entre tucanos

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BRASÍLIA — A conta no Twitter do Palácio do Planalto divulgou, por engano, que o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MT) tomaria posse na Secretaria de Governo nesta quarta-feira, na mesma cerimônia em que Alexandre Baldy (Sem partido-TO) viria a assumir o Ministério das Cidades. Auxiliares do presidente Michel Temer chegaram a confirmar que Marun seria o substituto de Antonio Imabasshy (PSDB-BA), mas depois o Planalto negou a informação.

A “demissão” de Imbassahy pelo Twitter levou a um movimento de solidariedade entre os tucanos governistas, que ameaçaram tirar o apoio a reforma da Previdência e boicotar o jantar que será realizado na noite desta quarta no Palácio do Jaburu para amarrar o apoio a votação da matéria. Até o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, teria anunciado disposição de repensar sua permanência no governo em desagravo a Imbassahy.

Após o anúncio, Imbassahy trocou vários telefonemas com os colegas da Câmara, aquela altura revoltados.

— Há um movimento crescente aqui na Câmara, não pela saída do Imbassahy, mas a forma como acabou sendo substituído. Cresce a solidariedade a ele pela forma pouco correta como foi tratado pelo presidente — disse um dos deputados que apoiaram o boicote.

A situação teria levado inclusive a Temer voltar atrás e reconsiderar a demissão.

— O Imbassahy fica. Na conversa, agora o presidente Michel Temer pediu desculpas a Imbassahy e disse que alguém se precipitou ao anunciar a posse do Marum antes de uma decisão sobre sua saída do governo — contou um dos aliados de Imbassahy.

Além da ameaça de boicote dos tucanos governistas, pesou a favor da permanência de Imbassahy, por enquanto, a péssima repercussão da nomeação de Marum, ex-braço direito do deputado cassado e preso Eduardo Cunha. Dissidente do governo, o senador Renan Calheiros (AL) botou lenha na fogueira em discurso no plenário e nas redes sociais.

“O Eduardo Cunha montou esse governo e segue dando as cartas, mesmo da cadeia. Essa nomeação do Carlos Marun é um absurdo! O Temer poderia ter sido mais corajoso, tirado o intermediário e nomeado diretamente o próprio Cunha para a Secretaria de Governo”, publicou Renan, em sua página no Twitter.

Para os deputados tucanos, Temer recuou sobre a saída de Imbassahy levando em conta a necessidade de manter laços com o PSDB que lhe dá votos.

— O ministro Imbassahy sempre disse que estava no governo cumprindo uma missão e enquanto fosse necessário continuaria no Ministério, mas se tivesse que sair amanhã, sairia. O presidente Temer está avaliando o momento mais adequado para fazer essa mudança. A questão é a governabilidade. O PSDB sempre manifestou sua responsabilidade de apoiar as reformas — disse o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG).

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