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Ex-tesoureiro do PT controlava propina obra a obra, diz empresário

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SÃO PAULO — O empresário Ricardo Pessoa confirmou o pagamento de propina da diretoria de Serviços da Petrobras a João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, a pedido de Renato Duque, então diretor da área. Segundo ele, a discussão dos percentuais e da divisão de pagamentos ocorria depois que as empreiteiras e consórcios haviam assinado contrato com a Petrobras.

- Estamos instados a colaborar, éramos cobrados - afirmou Pessoa, que detalhou posteriormente no depoimento: - Eu me reunia sistematicamente com o Vaccari, no meu escritório da UTC em São Paulo e faziapraticamente uma planilha, um controle obra a obra.

O empresário disse que o pagamento da propina era feito na forma de doação eleitoral para o Diretório Nacional do partido.

- Na época de campanha, as coisas se dividiam porque tinham algumas contribuições de campanha que não eram vinculadas a obra, mas a grande maioria era descontada dessa planilha.

Pessoa também confirmou a cobrança de propina na diretoria de Abastecimento, destinado ao PP. Disse que o ex-deputado José Janene (PP-PR), por volta de 2005 a 2006, o chamou no apartamento dele em São Paulo para avisar que a diretoria do Abastecimento seria do PP a partir da posse de Paulo Roberto Costa na como diretor da área e que as empresas teriam de pagar propina equivalentes a cer ca de 2% do valor do contrato. Caso fossem assinados aditivos, os valores também deveriam deduzir as propinas.

No início da audiência, a defesa do ex-presidente Lula disse que iria também fazer a gravação do áudio, como foi o procedimento da Justiça Federal. Não houve gravação de vídeo para proteger a imagem dos depoentes.

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