BRASÍLIA — O ex-presidente voltou a fazer um último esforço para que o governador de São Paulo, , assuma a presidência do na convenção de dezembro, para evitar uma disputa acirrada entre os grupos do senador (CE) e do governador de Goiás, .
Os dois candidatos fizeram um acordo para indicação dos 256 membros do Diretório Nacional e para que a nova Executiva seja compartilhada entre os dois, de forma proporcional aos votos recebidos dos cerca de 600 convencionais. Mas o risco de a disputa dos dois grupos continuar no ano eleitoral tem levado a uma nova rodada de articulações para que Alckmin, que já é o pré-candidato à presidência da República, assuma o comando do partido.
O governador de São Paulo terá que dar a resposta até a próxima semana, quando será registrada a chapa para o Diretório Nacional e as candidaturas de Tasso e Marconi. Fernando Henrique é o presidente de honra do PSDB.
— Tanto Tasso quanto Marconi já se pronunciaram favoráveis a Alckmin. Mas esse é um casamento de três pessoas. Falta a terceira pessoa, Alckmin, se manifestar — disse o presidente interino do PSDB, Alberto Goldman.
— Fernando Henrique não desistiu e está pressionando Alckmin para assumir. Ele precisa se decidir até a próxima semana. Geraldo nunca dirá que admite ser o presidente do partido se não for combinado com os dois, Marconi e Tasso — diz um dos integrantes da comissão eleitoral que está definindo as regras da convenção nacional.
A composição das 177 vagas de titulares e 59 suplentes do Diretório Nacional, vai refletir o apoio que Marconi e Tasso tem nos novos diretórios estaduais eleitos no início do mês. Mas os membros da comissão eleitoral dizem ser difícil quantificar esses apoios, já que agora não só os membros do DN vão votar para o presidente do partido . Todos os cerca de 600 convencionais vão votar para eleger Tasso ou Marconi.
O mais votado será o presidente da legenda, e comporá com o segundo colocado, de acordo com o número de votos de cada um , os 21 cargos da Executiva Nacional. Os presidentes dos diretórios estaduais vão indicar os membros do Diretório Nacional entre governadores, senadores, deputados, prefeitos de capitais, vice-governadores e presidentes de assembleias legislativas. Se sobrar vagas, caberá ao presidente do diretório escolher entre outros dirigentes locais.
Além desses 177 indicados, tem os membros natos: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os 24 presidentes de diretórios estaduais — tem três estados com comissões provisórias — , o presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal e sete ex-presidentes do PSDB.
O presidente Alberto Goldman disse que o clima de beligerância entre os grupos de Tasso e Marconi tem refluído, os dois aceitaram o acordo para a chapa única do Diretório Nacional e com a Executiva compartilhada, a disputa tende a acabar após a convenção. O principal ponto de atrito, o desembarque do governo também já tem consenso entre os dois candidatos e agora a única polêmica é o apoio a reforma da previdência, que tem a resistência de parte do grupo de Tasso.
— Essa coisa termina no dia da votação na convenção para escolha do novo presidente e da Executiva. Depois, acabou essa estória de grupo, corrente. Esse é um movimento conjuntural — avalia Goldman.
Na próxima terça-feira a comissão eleitoral volta a se reunir para definir as regras da convenção e na quinta-feira será a vez da Executiva Nacional. Será distribuído para debate o esboço do novo código de ética e do novo estatuto para as eleições do ano que vem. As propostas serão debatidas com os filiados e convencionais que terão que aprová-las na convenção.

