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Governo estima que 136 mil pessoas não sabem que têm HIV no Brasil

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BRASÍLIA — O Brasil tem 136 mil pessoas com HIV que desconhecem a própria condição, segundo estimativas referentes a 2016 divulgadas nesta sexta-feira, Dia Mundial de Combate à Aids. Além desse contingente, há 196 mil que sabem que têm o vírus mas não se tratam. Eles representam 28,2% dos 694 mil diagnosticados no país. No total, o Ministério da Saúde projeta em 830 mil o número de pessoas com HIV no Brasil.

São cerca de 498 mil pessoas em tratamento no país, segundo o governo. Anteriormente, o Ministério da Saúde havia divulgado dados incompletos relacionando números de 2016 e 2017, que foram publicados pelo GLOBO nesta tarde. Questionada sobre inconsistências, a pasta corrigiu as informações, e este texto foi atualizado.

Os dados apontam que o tempo de início do tratamento após o diagnóstico caiu de 101 dias, em 2011, para 41 dias em 2016. Nesse período, o protocolo mudou para garantir antirretrovirais a todos os infectados, e não apenas aos que atingiam determinado nível de carga viral, como era antes.

Entre 2016 e 2017, o número de testes rápidos distribuídos aumentou 49%, de 7,3 milhões para 10,9 milhões kits, segundo o Ministério da Saúde. A pasta atribui todos esses fatores ao fato de, hoje, ter 91% das pessoas em tratamento com carga viral indetectável, o que faz o vírus não ser transmitido.

Essa é uma das três metas da Unaids, conhecidas como 90/90/90. A única que o Brasil cumpriu é a de ter no mínimo 90% das pessoas em tratamento com supressão viral. No caso do objetivo de chegar a 90% das pessoas com HIV diagnosticadas, o país está com 84%. O outro compromisso é tratar 90% dos diagnosticados. Nesse ponto, os dados nacionais mostram uma taxa que variam de 72% a 80%.

Nesta sexta-feira, o governo lança uma campanha de prevenção à Aids, com foco nos jovens, que registraram o maior aumento da doença nos últimos anos. Com o slogan "Vamos combinar? Prevenir é viver", as peças na tevê aberta e fechada contarão com clipe do grupo Dream Team do Passinho, que vai combinar a população a fazer o próprio passinho da prevenção.

Apesar de a infecção ter aumentado significativamente entre homens que fazem sexo com homens, esse público, assim como a população trans, será trabalhado com ações específicas nas redes sociais, segundo o Ministério da Saúde. Outros grupos que serão alvo de campanhas na internet são as gestantes, os profissionais de saúde e os gestores da área da saúde.

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