SÃO PAULO - Um jovem de 19 anos morreu após ser baleado pela Polícia Militar durante uma operação na Favela do Moinho, região central de São Paulo, no fim da manhã desta terça-feira. Segundo a PM, o objetivo da ação era coibir o tráfico de drogas. A ocorrência gerou protesto de moradores da comunidade, que chegaram a interromper a circulação da Linha 8 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) por quatro horas.
Policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a tropa de elite da polícia paulista, chegaram à favela por volta das 10h30. De acordo com um oficial que acompanhou o caso, a comunidade é tida como um dos pontos de abastecimento de drogas da Cracolândia, local de consumo e venda de crack ao ar livre que fica a menos de um quilômetro dali. De acordo com a PM, o jovem baleado teria atirado nos policiais antes de ser atingido.
A vítima foi levada para a Santa Casa de Misericórdia, onde sua morte foi constatada. Os moradores da comunidade contestam a versão da polícia. Eles organizaram um protesto e, com os rostos cobertos, seguraram cartazes com frases como “PM assassina” e “Justiça pelo morador morto”. Além de paralisar a circulação de trens, a manifestação também parou o trânsito no Viaduto Engenheiro Orlando Gurgel, que liga o centro à Zona Norte da capital paulista.
Moradores jogaram pedras nos policiais, que responderam com bombas de gás. Em 21 de maio, a Favela do Moinho havia sido um dos alvo da operação policial que atingiu a Cracolândia e espalhou os usuários de drogas pelo centro. Na ocasião, 38 acusados de tráfico de drogas foram detidos.

