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Jucá reforça que delação da JBS foi uma ‘grande armação’

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BRASÍLIA - O presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), disse nesta quarta-feira que a reviravolta sobre a delação da JBS, que agora está sob suspeita, mostra que a gravação que Joesley Batista fez de conversas com o presidente Michel Temer foi uma "grande armação". Jucá cobrou que tudo seja investigado "a fundo".

— Nós estamos vendo indicações de que houve uma grande armação. O que está se pintando e que precisa ser investigado a fundo é verificar que tipo de armação foi feita. Se houve uma armação, se houve ganho de recursos, se houve crime, se houve impedimento da avaliação da Justiça, se houve obstrução de Justiça é preciso que tudo seja tratado a pratos limpos — disse Jucá.

O senador seguiu a mesma linha do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, quando perguntado sobre os mais de R$ 50 milhões encontrados em um apartamento que seria do ex-ministro de Temer Geddel Vieira Lima. A estratégia é isolar Geddel e jogar para ele a responsabilidade de se explicar sobre o caso. O presidente do PMDB tratou o ex-ministro da Secretaria de Governo como "filiado" (ao partido).

— Qualquer denúncia sobre qualquer filiado deve ser explicada pelo filiado. Eu não conheço essa situação do ex-ministro Geddel, acho que quem tem que explicar é a Polícia Federal e eventualmente, se ele tiver algum tipo de relação, ele também deve explicar. Isso não fere o PMDB, isso não tem nenhuma relação direta com o PMDB e portanto é uma ilação e nós não devemos puxar o debate porque não está na pauta do PMDB este assunto — afirmou.

As declarações foram feitas após a filiação de dois novos quadros no PMDB: o senador Fernando Bezerra Coelho e seu filho, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. Ambos estavam no PSB, mas se recusavam a seguir a decisão do partido de romper com o governo. De volta ao PMDB, partido do qual já foi parte no passado, por 11 anos, o senador Fernando Bezerra Coelho irá disputar o governo de Pernambuco nas eleições do ano que vem. A entrada dos dois faz parte de um projeto nacional do PMDB de engordar a lista de governadores, deputados e senadores. A sigla, no entanto, pretende lançar um candidato à presidência somente em 2022.

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