O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o pedido de prisão preventiva aos empresários Alexandre e Diógenes Carvalho, que torturaram os dois funcionários William de Jesus Conceição e Marcos Eduardo Serra com pauladas e ferro quente após o sumiço de R$ 30, em Salvador, Bahia.
A decisão é do juiz José Reginaldo Costa Rodrigues Nogueira. O magistrado também marcou uma audiência de instrução e julgamento para o dia 19 de abril de 2023.
As agressões aconteceram em agosto deste ano quando os funcionários foram filmados pelos empresários sendo agredidos com pedaços de madeira. William teve as mãos marcadas com o número 171. As imagens foram compartilhadas na internet pelos próprios patrões.
Os agressores alegaram que a tortura foi uma punição pelo roubo do valor. Entretanto, as vítimas negam terem pego o dinheiro e afirmam que não há provas do suposto furto.
Os empresários foram ouvidos e confessaram as agressões, mas negaram a tortura. O laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou que os funcionários foram torturados.
Relembre o caso: Funcionários são torturados por patrões com pauladas e ferro quente após 'sumiço' de R$ 30

