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Líder do PT diz que impasse chegou a tal ponto que reforma política só vota com acordo

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BRASÍLIA - Apesar do calendário apertado, a viagem do presidente Michel Temer e o fato de o presidente da Câmara, deputado Rodrigo (DEM-RJ), assumir o comando do país podem atrasar ainda mais o calendário. Alguns líderes aliados e da oposição acreditam que a semana será de negociações e que os lados terão que ceder se quiserem voltar a reforma política. O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), disse que as negociações terão que avançar acreditar que as votações ficarão para a próxima semana, quando Temer e comitiva retornarão da China.

Mesmo assumindo a Presidência da República, Maia deve comandar negociações para que se tente um acordo até a sessão da noite. Mas a prioridade nesta terça-feira, para o governo, será concluir a votação da Medida Provisória da TLP- a nova taxa de juros do BNDES.

Por causa da obstrução da oposição, ainda faltam ser votados três destaques apresentados ao texto da MP.

Zarattini defende que se faça um acordo em torno de pontos consensuais, deixando o distritão de lado. Para ele, o acordo seria feito em torno da adoção da cláusula de desempenho; fim das coligações e criação do fundo eleitoral. Na semana passada, a Câmara retirou do texto a previsão de R$ 3,6 bilhões como valor para o fundo, mas o texto da reforma nem foi votado.

— Essa semana, dificilmente vota. Tem muita gente viajando, com o presidente Temer, a exposição agropecuária (Expointer) no Sul do país. Vai ter muita negociação nesta semana, mas estamos num ponto em que a reforma política só será votada se tiver acordo — disse Zarattini.

Do lado do governo, a preocupação é concluir a votação da MP da TLP e ainda definir a questão da mudança da meta fiscal de 2017 e 2018.

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