Marcado desde 2012, o ato transcorreu, em sua maior parte, em clima de descontração. Mas também houve críticas à religiosidade e discussões entre peregrinos e manifestantes. Um casal seminu fez uma performance durante qual colocou um preservativo na cabeça da imagem de Nossa Senhora Aparecida e quebrou a imagem da santa.
Também houve discussão entre ativistas e um grupo de 20 peregrinos vindos do Oriente Médio. "As manifestantes não sabem o que estão dizendo, mas nós vamos rezar por elas", disse a peregrina Cynthia Palais, que é de Paris.
O grupo Católicas pelo Direito de Decidir, que defende a liberdade de escolha às mulheres, também esteve na marcha. "Estamos aqui para falar para a Igreja, especialmente para as mulheres católicas, que elas têm o direito de decidir", disse a teóloga Yury Orozco.
O grupo se reuniu em frente ao Posto 5 e, pelo trajeto original, seguiria rumo ao Leme, bairro vizinho. Mas, devido à ocorrência da Jornada, as organizadoras decidiram mudar o trajeto para Ipanema, outro bairro vizinho, porém mais distante do palco montado para a Jornada. "Não queremos confronto. Isso é um contraponto político", afirmou Nataraj Trinta, uma das organizadoras.
Os manifestantes seguiram até o Posto 9, de onde a maioria se dispersou. Às 18h30, um grupo de aproximadamente 200 ativistas pretendia voltar a Copacabana.

