BRASÍLIA — Ao tomar posse no cargo de relator geral da , o deputado (PMDB-MS) fez um discurso forte que respondia aos que criticaram sua escolha, principalmente o. O deputado agradeceu a confiança do PMDB por indicá-lo, e prometeu agir de forma "reta", "independente" e honesta.
Ele disse que não se julga mais honesto do que os parlamentares presentes, mas duvida que tenha alguém mais honesto que ele.
— A política tem dois lados e o muro. Eu sempre fiz questão de ter lado, posso ter desagradado o que estão do outro lado. Mas o que mais me repugna são os que fazem questão de ficar em cima do muro. Eu faço política com lealdade e não gosto de mentiras, de coisas varridas para debaixo do tapete — discursou Marun, alfinetando o tucano Ricardo Ferraço.
Depois da saída do senador Ricardo Ferraço, o senador Otto Alencar (PSD-BA) se retirou da CPI batendo a porta com violência em protesto pelo fato do presidente Ataídes Oliveira, ter ido ao Palácio Jaburu no último sábado discutir obras de sua base eleitoral com o presidente Michel Temer, e contra a indicação de Carlos Marun, que chamou de “testa de ferro” para a relatoria geral.
Antes de deixar a reunião, Otto Alencar disse que a ida de Ataídes ao Jaburu discutir obras com Temer, que é investigado na Lava-jato e pela delação da JBS, o enfraquecia do ponto de vista moral. E não aceitaria participar de uma “farsa” e de uma CPI chapa branca.
— Isso é uma farsa, CPI chapa branca para fazer o que o Planalto deseja e quer me retiro dessa farsa envergonhado! — disparou Otto Alencar.
— Tá mas posso me pedir para que me ouça um minuto? Não pode agir dessa forma, peço respeito. É uma falta de respeito, não esperava isso de vossa excelência! — respondeu Ataídes, com voz exaltada.
O vice-presidente Ronaldo Caiado, chamado por Ataídes a subir a mesa para se sentar ao lado dele e de Marun, declinou e disse que preferia ficar embaixo, ao lado de seus pares.
Ao se explicar ao plenário Ataides disse que fora chamado ao Jaburu para discutir obras do seu estado, e sempre que for chamado para isso, não deixará de comparecer.
— A minha ida ao Jaburu com o início da CPI foi uma coincidência — disse Ataídes.

