SÃO PAULO - O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, afirmou na manhã desta sexta-feira, 6, que a morte de 33 presos na Penitenciária Agríciola de Boa Vista (PAMC), em Roraima, não foi provocada por retaliação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra integrantes da Família do Norte (FDN). Segundo ele, na unidade só havia membros do PCC, uma vez que integrantes do FDN teriam sido transferidos pelo governo de Roraima após uma rebelião em 2016. "Primeiro que nesse presídio houve separação entre as facções, segundo as informações que nos foram passadas", afirmou.
Nesta madrugada, motim na PAMC terminou com 33 presos assassinados na unidade prisional. A maioria das vítimas foi decapitada, desmembrada ou teve o coração arrancado. Os corpos foram jogados em um corredor que dá acesso as alas.
Segundo Moraes, "todos (que estavam na prisão) eram da mesma facção, todos eram do PCC", afirmou o ministro, durante apresentação do Plano Nacional de Segurança Pública, em Brasília. "A informação que nós temos é que foi um acerto de contas interno."

