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Mesmo doente, Jucá vai ao Senado e faz declaração de voto contra decisão do STF

BRASÍLIA - Impossibilitado de continuar no plenário por causa de uma diverticulite e medicação pesada, o líder do governo e presidente do PMDB, Romero Jucá (RR) , viajou a Brasília em uma UTI para deixar consignado, de próprio punho, o seu voto pela derrubada da decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou o senador Aécio Neves do mandato. Em letras garrafais ele escreveu seu voto: “NÃO”. Em seguida voltou para casa. Jucá disse que responde a ações no Supremo, mas não será subjugado nem agirá com medo.

Depois de um discurso veemente contra o Supremo Tribunal Federal, Jucá subiu a Mesa e , em uma folha em branco, escreveu: “Declaração de voto sobre o requerimento referente ao entendimento do senado sobre a situação do Senador Aécio Neves. Voto NÃO”.

Jucá disse que passou dois dias de cama, com febre, medicado, de repouso, pensando na votação e que não via a hora de estar no Senado do jeito que estava, “ fraco, frio, tremendo, mas cumprindo o meu papel”.

— Eu respeito muito o Supremo Tribunal Federal. Tenho ações lá, mas não tenho medo. Não tenho medo. Se tivesse medo, teria que renunciar ao meu mandato. E vou exercê-lo na minha plenitude até o último dia do meu mandato, quando o povo de Roraima, talvez para o ano, me renovar para o meu quarto mandato, ou me tirar o mandato, se entender que eu não sou um bom senador. Mas, enquanto eu estiver aqui, eu vou exercer este mandato na minha plenitude, e não vou ser subjugado — discursou Jucá.

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