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Ministro da Justiça minimiza declarações sobre assassinato de coronel da PM no Rio

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BRASÍLIA — O ministro da Justiça, Torquato Jardim, tentou minimizar as declarações que fez sobre o assassinato do coronel Luiz Gustavo Teixeira, ex-comandante do 3º BPM (Méier) do Rio de Janeiro. Cobrado pelo deputado Major Olímpio (SD-SP) a apontar provas de envolvimento do ex-comandante com o crime organizado, o ministro disse que não fez qualquer acusação contra coronel. Ele apenas teria levantado uma hipótese de crime premeditado porque, talvez, o coronel soubesse demais.

Numa entrevista no início do mês, o ministro disse que a morte do coronel só poderia ter sido "acerto de contas". Disse ainda que comandantes dos batalhões da PM no Rio eram sócios do crime organizado. Estes comandantes seriam escolhidos numa parceria entre deputados estaduais e criminosos.

— O que eu disse é que muito difícil acreditar que naquele trecho da avenida no Méier foi um crime simples. Como aconteceu com um jornalista em Brasília há muito tempo atrás que sabia demais — disse o ministro.

Teixeira foi assassinado quando passava de carro pela rua Lins de Vasconcelos, no Méier. Para o ministro, pelo local e pelas circunstâncias, tudo indica que não teria sido crime comum. O ministro fez o comentário em resposta as perguntas do deputado Major Olímpio. Em tom exaltado, o deputado disse que o presidente Michel Temer já foi denunciado (por corrupção, organização criminosa e obstrução de justiça) pela Procuradoria-Geral da República e, nem por isso, faria uma generalização para dizer que o ministro pertence a uma organização criminosa. Para o deputado, o ministro ofendeu a memória do coronel morto e a dignidade dos policiais militares.

— Não vou dizer que vossa excelência compõe o governo, logo está numa facção criminosa só porque a Procuradoria-Geral diz que seu presidente está numa organização criminosa. Não vou dizer ,de leviana, como vossa excelência disse — afirmou o deputado.

Outros deputados também já cobraram explicações do ministro sobre parte das declarações na mesma entrevista em que ele disse que comandantes da PM do Rio são sócios do crime organizado. Torquato também disse que a escolha dos comandos da PM no Rio eram acertados entre deputados estaduais e o crime organizado. Os deputados Marcelo Delaroli (PR-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ) pediram que o ministro diga os nomes dos deputados e dos comandantes que estariam envolvidos na parceria com o crime organizado.

Jardim, no entanto, afirmou que não poderia falar o nome de nenhum policial ou político envolvido em irregularidades, porque as investigações sobre o caso estão sob sigilo.

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