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Ministro nega que governo usou emendas para garantir votos

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BRASÍLIA — O ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) negou que tenha sido usada a liberação de emendas parlamentares para garantir apoios ao presidente Michel Temer na votação da autorização da denúncia. Ele destacou que o pagamento das emendas passou a ser impositivo por mudança feita na Constituição nos últimos anos, cabendo aos parlamentares apresentarem as documentações necessárias aos ministérios para fazer o empenho.

— As emendas são impositivas. No início de junho, dia 7 ou 8, foi enviado um comunicado a todos os parlamentares, 513 deputados e 81 senadores, a informação de que o sistema de empenho estava aberto. Cabe a cada parlamentar observar que documentação precisa levar aos ministérios que farão o empenho das emendas. Alguns parlamentares foram mais ágeis, outros não. Mas isso não é um ato do governo, tanto que tem deputados da oposição e mesmo alguns que são de partidos da base e que não apoiam o governo e também conseguiram empenhar muito — disse o ministro.

Imbassahy pediu a sua assessoria uma lista com todos os empenhos e a apresentou a alguns parlamentares em plenário. Segundo ele, a lista foi trazida justamente para mostrar que não há distinção. O ministro não quis comentar sobre a possibilidade de novas denúncias do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

— Isso aí é especulação — afirmou.

Ele admitiu que a denúncia acabou atrasando o calendário da reforma da Previdência, mas ressaltou que nesse caso já havia também necessidade de mais negociação. Imbassahy afirma que as demais votações não sofreram qualquer influência.

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