RIO - O Ministério Público Federal (MPF) do Rio já tinha preparado o pedido de extradição do empresário Eike Batista, . A solicitação começou a ser feita ainda na última sexta-feira, quando já havia a confirmação de que o empresário estava no exterior e, como tem cidadania alemã, havia a preocupação de que ele pudesse fugir para o país. A pedido das autoridades brasileiras, Eike foi monitorado pela polícia americana, que só terminou a mobilização quando a porta do avião se fechou e eles conferiram a lista de passageiros. Esse é um procedimento padrão, que já foi feito em 2015 no caso da prisão do advogado de Cerveró, Edson Oliveira, durante outra fase da Lava-Jato. Houve contatos das autoridades brasileiras também com a polícia alemã.
Preocupados com uma eventual fuga do empresário, procuradores checaram planos de voo de jatos brasileiros que poderiam estar nos Estados Unidos e auxiliar Eike. Foi monitorado em especial um voo que partiu na mesma data de saída do empresário do Rio.
O MPF já tinha preparado também um pedido de prisão preventiva para ser convertido em “provisional arrest warrant” nos Estados Unidos. Trata-se de uma solicitação que deveria tramitar pela via diplomática, como determina o Tratado de Extradição entre Brasil e Estados Unidos. Documentos estavam sendo traduzidos ao inglês, já que o mandado de prisão com difusão vermelha da Interpol não era suficiente para prisão nos Estados Unidos.
