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MPF pede condenação de lobista Jorge Luz por corrupção e lavagem

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SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) pediu, nesta terça-feira, a condenação do lobista Jorge Luz, apontado como operador do PMDB, e outras seis pessoas acusadas de corrupção e lavagem de dinheiro. Jorge é acusado de viabilizar o pagamento de US$ 15 milhões a políticos do PMDB e a funcionários da Petrobras entre 2006 e 2008 para garantir que a Samsung Heavy Industries fosse contratada para construir dois navios-sondas para a estatal e para que a Schahin Engenharia fosse escolhida para operar um deles.

O pedido foi feito nas alegações finais da Promotoria, última manifestação da acusação em um processo antes da sentença do juiz. As defesas de Luz e dos outros sete acusados ainda não entregaram seus argumentos

Ao ser interrogado, em 19 de julho, o lobista Jorge Luz confessou ao juiz Sergio Moro que ajudou a negociar o pagamento de R$ 11,5 milhões de propina ao deputado federal Anibal Gomes (PMDB-CE) e aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Jader Barbalho (PMDB-PA). Os três negaram terem recebido propina. Ele disse que sua idade, 73 anos, o motivou a admitir os crimes. Segundo o MPF, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também

Os procuradores também pediram a condenação mais seis pessoas que teriam participado do esquema de corrupção: Bruno Luz, filho de Jorge, que também teria participado dos repasses irregulares; os executivos Milton e Fernando Schahin, do grupo Schahin; e três ex-funcionários da Petrobras — Agosthilde Mônaco e os ex-gerentes da área Internacional Demarco Epifânio e Luis Carlos Moreira.

Nas alegações finais, o MPF pede a manutenção da prisão preventiva de Bruno e Jorge e pleiteia a decretação da prisão de Moreira. O juiz Moro ainda não respondeu a essas solicitações.

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