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‘Não pode ficar essa zona cinzenta’, diz Arthur Virgílio sobre cartéis em obras viárias do governo Alckmin

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SÃO PAULO - Em nova ofensiva contra o governador de São Paulo e pré candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), o também tucano e pré-candidato, Arthur Virgílio, prefeito de Manaus, defende que a comissão de ética do partido questione Alckmin sobre os cartéis que teriam sido formados para a construção de obras viárias na cidade de São Paulo, segundo denúncia feita ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em acordos de leniência das construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa. "Não pode ficar essa zona cinzenta, de você não saber o que dizer se alguém te aborda", disse Virgílio ao GLOBO.

O governo paulista alega ter sido vítima das construtoras e ameaça acionar judicialmente as empresas por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), caso não consiga fechar um acordo de ressarcimento aos cofres públicos.

Tido como presidenciável tucano mais forte dentro do PSDB, Alckmin foi eleito presidente nacional da legenda na convenção do partido, realizada em Brasília no dia 9 de dezembro. Questionado sobre as chances de o órgão interno tucano pedir explicações a Alckmin, Virgílio afirmou que "não é nada pessoal, mas a comissão de ética foi feita pra funcionar. Isso serve para o Alckmin, para o João Doria (prefeito de São Paulo), serve pra mim, para o Aécio (Neves, senador)".

Por isso eu acho importante a palavra do governador. Não é possível que você corrompa (o governo de São Paulo) e não pague por isso. Cabe ao acusado responder de maneira indignada. Está faltando uma resposta (de Alckmin).

Apenas expressei minha opinião de que o partido não pode deixar passar batido. A comissão significa um método para apurar algo grave dito sobre alguém. Não significa a diminuição de ninguém, mas não pode ficar essa zona cinzenta, de você não saber o que dizer se alguém te aborda. Não é nada demais, é só explicar.

Não é nada pessoal, mas a comissão de ética foi feita pra funcionar. Eu acho que ela deve ser muito forte, Isso serve para o Alckmin, para o João Doria (prefeito de São Paulo), serve pra mim, para o Aécio (Neves, senador).

É, o PSDB não está funcionando como partido. Funciona num presidencialismo, só o presidente manda. A comissão de ética existe, mas não funciona. Mas precisa funcionar.

Vamos marcar os debates. Já me ligaram do partido e confirmaram que serão feitos cinco debates em janeiro e março, foi o que eu entendi. Sugeri que tenha um mediador, platéia com gente bem pertinho de nós pra aplaudir ou vaiar. E também a possibilidade de apartes entre os pré-candidatos. Imagino que em São Paulo será feito um dos debates. Então, necessariamente, teremos que ter um em Manaus.

Não, eu não fiz nenhuma viagem ainda porque não tenho acesso aos recursos do partido para a pré-campanha. Eu teria direito a metade desse dinheiro. Combinei isso com o próprio Alckmin, mas ainda não tive acesso. Tenho recusado, adiado convites (para viajar).

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