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Novo diretor da PF abre investigação de vazamento de delação de marqueteiro

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BRASÍLIA — O diretor-geral da , Fernando Segóvia, determinou a abertura de uma investigação para apurar o vazamento da delação premiada do marqueteiro , suspeito de ter cometido crimes na campanha de reeleição do governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão. A medida veio após solicitações do Supremo Tribunal Federal () e da Procuradoria-Geral da República () para que o vazamento fosse apurado.

Na terça-feira, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, decidiu não homologar o acordo de delação, firmado entre a PGR e Pereira. O ministro argumentou que há uma série de ilegalidades nas cláusulas do acordo – como, por exemplo, a fixação de pena e do valor da multa antes mesmo de concluídas as investigações. Lewandowski alerta que isso só pode ser feito pelo Judiciário, não pelo Ministério Público.

Na decisão, Lewandowski determinou que a PF apurasse em 60 dias a divulgação do conteúdo da delação premiada, que foi publicada pelo GLOBO. “Constato por derradeiro que, diante da ampla divulgação pela imprensa de considerável parte daquilo que foi encartado no presente feito, não mais se justifica a manutenção do sigilo do acordo de colaboração até o momento entabulado, sem prejuízo de tramitar em segredo de justiça eventuais inquéritos que dele derivem, com o objetivo de preservar o bom êxito das investigações”, escreveu o ministro.

A procuradora-geral da República Raquel Dodge pediu a retomada do sigilo afirmando que a a medida pode comprometer a continuidade das investigações e colocar em risco a segurança do publicitário e de sua família. Dodge também solicitou que a PF abrisse um inquérito para investigar o vazamento.

Segóvia foi anunciado na semana passada pelo presidente Michel Temer como o novo chefe da PF. Ele substituiu Leandro Daiello, o diretor mais longevo no cargo.

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