O sargento da Polícia Militar, Cláudio Henrique Gouveia, que matou dois colegas dentro de uma delegacia no município de Salto (SP), teria ouvido as vítimas falarem na esposa dele antes de cometer o crime.
A menção foi o gatilho para que ele tivesse um acesso de “ira” e cometesse o duplo homicídio, segundo o advogado de defesa de Cláudio.
“Ele escuta o nome dela e pensa: 'Vão falar da minha esposa'. Ele fica cego de raiva e não consegue mais visualizar nada. Ele pega o fuzil, vai nessa sala e fecha a porta”, disse o advogado Dini Duarte ao jornal O Globo.
Cláudio e a esposa são PMs e também seriam vítimas de perseguição por parte do capitão Josias Justi, o sargento Roberto da Silva.
Assim como no caso do policial civil que matou quatro colegas em Camocim, no Ceará, a suposta perseguição a Cláudio e a esposa também se deu por conta da escala de trabalho.
O casal tinha uma criança recém-nascida e era escalado com frequência nos mesmos dias, daí o início do conflito.
Contudo, o advogado afirma que o cliente não planejou o crime, ele teria se desestruturado após uma série de perseguições e ao achar que a esposa seria alvo de uma mais uma episódio delas.

