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Padilha diz que não sondou Funaro para saber se ele faria delação

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BRASÍLIA - Em depoimento prestado nesta terça-feira, o ministro da Casa Civil, , negou ter, por meio de seu advogado, procurado , apontado como operador de políticos do em esquemas de corrupção. Negou ainda ter pedido que o ex-ministro sondasse Funaro sobre sua possível delação. Em sua colaboração premiada, o operador disse que advogados ligados a Padilha, ao presidente , ao ex-presidente da Câmara , todos do PMDB, e ao empresário , da , monitoraram desde 2016 a possibilidade de que ele viesse a celebrar um acordo de delação.

O depoimento, que durou cerca de 11 minutos, foi prestado na 10ª Vara Federal de Brasília, por videoconferência, no processo em que o ex-ministro Geddel Vieira Lima, também do PMDB, é acusado de obstrução de justiça ao tentar impedir a delação de Funaro. Padilha foi ouvido na condição de testemunha de defesa.

— Em algum momento solicitou ou orientou seu advogado a sondar se Lúcio Funaro faria delação? — perguntou Gamil Föppel, advogado de Geddel.

— Não, absolutamente não. Até porque no tempo em que havia essa especulação eu não tinha advogado constituído ainda. Eu não tinha por que ter advogado — respondeu Padilha.

Ele negou também ter tratado da prisão de Funaro com Geddel. Ele disse que tomou conhecimento de que Funaro tinha sido preso pela imprensa. E rechaçou que esse fato tenha causado mal estar a ele. Negou ainda que tenha tomado conhecimento sobre oferecimento de vantagem a Funaro, ou pressão para evitar sua delação. Questionado se prisão de Funaro foi tratada com Temer ou outro integrante do governo, ele também disse que não. Indagado se alguém do Palácio do Planalto conversou sobre o assunto com integrantes do Judiciário ou do Ministério Público, Padilha disse não saber.

Geddel deixou o governo no fim de 2016, após ser acusado de ter pressionado o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) liberasse um empreendimento imobiliário em Salvador. No depoimento desta terça, Padilha disse que teve alguns encontros com Geddel depois disso, mas apenas para tratar de questões partidárias. Afirmou também que o conhece desde 1995, quando os dois eram deputados federais, e que sempre o teve como uma pessoa correta que cumpria suas obrigações.

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